Nossa História: Décadas de Luta e Conquista pela Moradia Digna
A trajetória da Associação Habitacional do Bem Viver de Taboão da Serra é marcada pela união e pela resistência. O que começou como um braço da Pastoral da Moradia transformou-se em uma força coletiva que luta pelo direito fundamental ao lar.
A Origem (1993 - 1996)
1993: Inspirada pela Campanha da Fraternidade "Onde Moras?", nasce a Pastoral da Moradia em Taboão da Serra, como um gesto concreto de solidariedade às famílias de baixa renda.
1995: Início das caminhadas junto ao Movimento Pró-Moradia, com reuniões no Jardim Helena, onde foram negociados os dois primeiros terrenos.
1996: Buscamos o apoio da Cáritas Diocesana de Campo Limpo para viabilizar projetos habitacionais.
Desafios e Primeiras Entregas (1999 - 2007)
1999: Aquisição de um terreno de 8.215m² para o projeto Cigarreiras F. Apesar da aprovação e do alvará, o projeto enfrentou forte resistência externa, o que atrasou o cronograma de mutirão e autogestão.
2005 - 2012: Desenvolvimento e entrega do segundo projeto, com 272 unidades habitacionais através do Programa de Arrendamento Residencial (PAR).
2007: Reconhecimento técnico nacional: nossa proposta de implementação do Estatuto das Cidades foi avaliada pela Secretaria Nacional de Programas Urbanos (SNPU) como uma das melhores do país.
O Fortalecimento do Fórum (2008 - 2011)
2008 - 2010: Realização do 1º Seminário sobre Habitação e da 1ª Audiência Pública sobre Moradia Digna, unindo diversas associações locais na luta comum.
2011: O Fórum Municipal de Luta por Moradia expande sua atuação. Neste período, celebramos a assinatura do contrato de compra e venda do terreno de 9.700m² para o futuro projeto Santa Terezinha III (STIII), com previsão de 500 unidades.
Consolidação e Novos Horizontes (2012 - 2026)
2012: Início dos estudos ambientais na CETESB e tramitação do projeto STIII junto à Caixa Econômica Federal, em parceria com a Associação Família Feliz.
2025: A Associação Bem Viver expande sua voz para o cenário global, participando ativamente da COP 30 em Belém, discutindo a relação entre moradia digna e sustentabilidade.
2026: Um marco histórico para a autogestão! Após intensa jornada de lutas junto à UMM-SP, o Governo Estadual assinou o aporte financeiro para a construção das 500 unidades do Santa Terezinha III. No mesmo ano, a associação reafirma seu papel político e técnico com representação na 6ª Conferência Nacional das Cidades.
Hoje, seguimos trabalhando na reestruturação de nossa base de dados e no fortalecimento da nossa comunidade, provando que a União dos Movimentos de Moradia é organização, luta e conquista!