19 novembro 2025

Associação Bem Viver Marca Presença Histórica na COP 30 em Belém do Pará: "Sem Moradia Digna, Não Há Justiça Climática"

Entre os dias 11 e 17 de novembro de 2025, a Associação Habitacional do Bem Viver de Taboão da Serra atravessou o país para levar a voz da nossa comunidade ao centro das discussões globais sobre o clima.

Nossas coordenadoras, Telma Pinho e Vitória Ramos, estiveram em Belém do Pará participando da COP 30, integrando a delegação da UMM-SP (União dos Movimentos de Moradia de São Paulo). A missão foi clara: ocupar os espaços de decisão e reafirmar que a luta por moradia é inseparável da luta ambiental.

11/11: Plenária Urbana e Unidade dos Movimentos

A nossa agenda começou intensa no dia 11 de novembro. Participamos da "Plenária Urbana", realizada na Casa das ONGs.

O encontro reuniu diversos movimentos sociais e organizações da sociedade civil com um objetivo comum: debater a Justiça Climática e o Direito à Cidade. Foi um momento de troca de experiências e de fortalecimento das pautas que afetam diretamente as periferias e as populações mais vulneráveis.

12/11: A Grande Barqueata no Rio Guajará

O dia 12 de novembro ficará marcado em nossas memórias. Participamos de uma Barqueata Histórica, navegando as águas do Rio Guajará ao lado de várias delegações internacionais e de outros estados brasileiros.

O ato contou com a presença simbólica e marcante da comitiva do Presidente Lula. Foi uma demonstração de força e união, onde as reivindicações por justiça climática ecoaram das águas da Amazônia para o mundo.

A Mensagem da UNMP: Moradia é o Centro do Debate

Durante todo o evento, a União Nacional por Moradia Popular (UNMP), com o apoio das nossas representantes, pautou o que muitos insistem em ignorar:

"Sem moradia digna, não há justiça climática."

Não é possível falar em preservação ambiental ou futuro do planeta sem garantir teto, saneamento e dignidade para as famílias. A nossa experiência na COP 30 reforça que a luta da Associação Bem Viver em Taboão da Serra está conectada com a urgência global de construir cidades mais justas e sustentáveis.

Voltamos para casa com a bagagem cheia de aprendizado e ainda mais dispostas a lutar pelos nossos direitos.
















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